A psicoterapia ajuda você a desenvolver formas sustentáveis de buscar o que é importante sem esgotamento!

Na literatura científica, as intervenções em saúde mental são frequentemente compreendidas em um continuum que envolve tratamento, prevenção e promoção de saúde.

Isso significa que a psicoterapia pode ajudar tanto no cuidado de um sofrimento já presente quanto na prevenção de seu agravamento e no desenvolvimento de recursos que favoreçam a saúde mental, o bem-estar e um funcionamento mais equilibrado.

A psicoterapia pode ajudar a compreender os padrões que mantêm esse desgaste e a desenvolver formas mais sustentáveis de responder às demandas, preservando sua saúde mental sem abandonar seus objetivos profissionais.

Você provavelmente já tentou resolver isso sozinho (ou até com ajuda)!

É comum tentar melhorar alguns sintomas reorganizando a agenda, adotando novos métodos de produtividade, comprando cursos, buscando mentorias ou prometendo que a rotina será diferente depois do próximo prazo. Essas iniciativas podem ser úteis em alguns contextos, mas não em todos.  

Quando o desgaste também é mantido por perfeccionismo, ansiedade, autocrítica, procrastinação, dificuldade para estabelecer limites ou necessidade constante de controle, soluções exclusivamente técnicas tendem a alcançar apenas parte do problema.

Quando diferentes estratégias são iniciadas e abandonadas sem produzir mudanças duradouras, pode surgir a conclusão de que falta disciplina, “força de vontade” ou capacidade para mudar.

A confiança diminui. A autocrítica aumenta. E cada nova tentativa começa com menos esperança de funcionar.

Talvez a dificuldade não esteja em seguir mais um método. Talvez as tentativas anteriores estivessem atuando apenas sobre uma parte do problema.

E se você já passou por psicoterapia?

Ter realizado psicoterapia anteriormente sem alcançar os resultados esperados não significa que uma nova experiência será igual.

Abordagens, objetivos, métodos de avaliação, grau de estruturação e relação terapêutica podem variar. Também é possível que sua demanda atual seja diferente daquela trabalhada no passado.

Trabalho com a perspectiva da Psicologia Baseada em Evidências que integra três elementos: o melhor conhecimento científico disponível, a experiência clínica do psicólogo e as preferências, valores e contexto de cada paciente. Essa combinação permite construir um processo terapêutico tecnicamente fundamentado, individualizado e coerente com as necessidades de cada pessoa.

Base teórica

Terapia Cognitivo Comportamental

É uma abordagem psicoterapêutica baseada na compreensão de como processos cognitivos, emocionais e comportamentais interagem e contribuem para a manutenção das dificuldades psicológicas, utilizando essa compreensão para orientar intervenções individualizadas e empiricamente fundamentadas.

Neurociências e Psicologia Aplicada

Constitui um campo interdisciplinar dedicado à compreensão das relações entre o funcionamento do sistema nervoso, os processos psicológicos e o comportamento humano. Esse conhecimento contribui para analisar fenômenos como cognição, emoção, aprendizagem, tomada de decisão e regulação do comportamento, além de orientar sua aplicação crítica em diferentes contextos da prática psicológica.

Um processo com avaliação, direção e acompanhamento

O atendimento é organizado em cinco etapas principais, que ajudam a dar clareza ao processo e a orientar as decisões ao longo da psicoterapia.

1. Avaliação estruturada

Compreensão das dificuldades atuais, de seus impactos e dos fatores que podem estar contribuindo para sua manutenção. Essa etapa também inclui a avaliação de padrões emocionais, cognitivos e comportamentais e, quando necessário, a investigação de possíveis transtornos mentais, com o uso de instrumentos psicológicos adequados.

2. Plano terapêutico individualizado

Definição conjunta dos objetivos, das prioridades e dos aspectos que serão trabalhados ao longo do processo. O planejamento considera as dificuldades identificadas, o contexto de vida, os recursos disponíveis e as mudanças que a pessoa deseja alcançar.

3. Intervenções baseadas em evidências

Utilização de estratégias fundamentadas em conhecimento científico e compatíveis com as necessidades identificadas durante a avaliação. As intervenções são escolhidas de acordo com os objetivos terapêuticos e ajustadas ao longo do processo.

4. Monitoramento do progresso

Acompanhamento contínuo da evolução, das dificuldades que permanecem e dos efeitos das estratégias utilizadas. Quando pertinente, recursos digitais e instrumentos psicológicos auxiliam na avaliação dos sintomas, do funcionamento e das mudanças percebidas ao longo do tratamento.

5. Planejamento de alta e autonomia

Trabalhamos pela alta: sem pressa, mas sem perder tempo. Desde o início, o processo busca consolidar mudanças e desenvolver recursos para que a pessoa consiga lidar com desafios futuros com maior autonomia. A alta é planejada de forma gradual, considerando a estabilidade dos avanços e a capacidade de aplicar, fora das sessões, o que foi construído na psicoterapia.

Desempenho e saúde mental podem andar lado a lado

O objetivo da psicoterapia não é eliminar toda pressão, reduzir suas ambições ou buscar um estado permanente de tranquilidade.

Existem períodos que exigem esforço, decisões difíceis e maior mobilização. O problema surge quando esse estado se torna permanente e o trabalho começa a consumir os recursos necessários para sustentar a própria vida profissional.

Um desempenho sustentável depende da capacidade de mobilizar esforço quando necessário e recuperar-se quando a demanda diminui. Também envolve reconhecer limites, reorganizar prioridades e responder aos desafios com maior flexibilidade.
Saúde mental e desempenho não precisam ocupar lados opostos do planejamento.

É possível continuar construindo uma trajetória profissional relevante sem tratar o esgotamento como um requisito para o sucesso.